Voando por..

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Presente de fim de ano!!!



Olha que lindo este selo que ganhei da minha grande e talentosa amiga Marina, que pra mim sempre será a Ninna, e que me mandou este selo que como diz ela em seu blog:- é pra fechamento do ano no blog!! Então tá né!


Desejo a todos um ótimo final de ano e um Feliz Ano Novo! Cheio das melhores coisas que 2011 posso nos proporcionar. E que continuemos por aqui, escrevendo a nossa vida ora com rimas, ora com prosa. Mas sempre com a alegria de quem aprende, com cada tombo, cada tropeço. Enfim, é isso, até ano que vem.




"Eu me conheço bem, mas sei que posso me surpreender comigo mesmo, a qualquer minuto." (Martha Medeiros)


Vamos as regras do selo:



- Terei que falar 10 coisas sobre mim.


- Terei que passar o selo pra 10 blogs.


- Terei que avisar aos respectivos blogs sobre o selo.




10 Coisas sobre mim:


1. Tenho mal humor matutino;
2. Tanho tendência a ser depressiva e me deprimo com uma facilidade de piscar de olhos;
3. Falo muito e atabalhoadamente acabo dizendo coisas de duplo sentido;
4. Amo ler livros de história, aventura e cultura;
5. Sou uma romântica á moda antiga e feminista de nascença;
6. Demorei décadas para escrever este post porque fui interrompida diversas vezes  quando o escrevia no trabalho;
7. Sou tímida, mas só com estranhos;
8. Sou desastrada;
9. Sonhadora;
10. Estar com amigos, família e gente que eu gosto é o que me faz feliz, além de escrever é claro.






10 blog para quem eu envio este belo selo:

1. O óbvio Utópico: http://o-obvio-utopico.blogspot.com/
2. Sábados de Caju: http://fredcaju.blogspot.com/
3. - Ela faz rimas, ele o café: http://naoquerofalardisso.blogspot.com/
4. Baila Comigo: http://entrenaminhadanca.blogspot.com/
5. Confraria dos trouxas: http://confrariadostrouxas.blogspot.com/
6. Liricando: http://liricando.blogspot.com/
7. História da minha alma: http://historiadaminhaalma.blogspot.com/
8. Não me faz pensar: http://naomefazpensar.wordpress.com/
9. Palavra Provada: http://palavraprovada.blogspot.com/
10.  A Beth balanço e algo mais.. : http://betyraba.blogspot.com/

E é isso galerinha, beijão a todos e que 2011 seja um ótimo ano para todos!!
Feliz 2011!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

nada comigo?

Nada comigo? Vamos nadar juntos até o infinito. Até onde nossas vistas alcançam. Até onde nossas forças possam aguentar. até onde nosso sonho de ir mais longe possa ir. Vamos juntos, porque juntos podemos mais. Somos mais fortes. E no meio  do caminho, se cansarmos, podemos nos ancorar um no outro, para recuperar o fôlego, e seguir adiante. Vamos, não tenha medo. Esse mar lindo precisa de nós, precisa que mostremos ao mundo do que somos capazes por ele. por nós. Por tudo aquilo que acreditamos, por nossos ideais. Não precisamos de nada, nenhuma bagagem, nada que seja mais pesado que nossas almas. Nada que atrapalhe nosso ritmo. Até pouco tempo eu não sabia nadar, pelo menos não nesse mar. Foi você que me ajudou a dar as primeiras braçadas. A entender que o medo só atrapalha, quando queremos chegar lá no fundo, para ver o que há embaixo. E o medo  impede de ver as maravilhas que no fundo do mar se escondem. Vamos, eu prometo não parar se você vir comigo, nem vou reclamar da água salgada rasgando minha garganta. E se eu me cansar, não vou pedir que pare, só que me ajude a ficar flutuando junto a você, enquanto pega a minha mão e me conduz. Assim, vamos criando um vínculo com esse mar, que nada poderá apagar. Esse mar que é vida, é sonho, é inspiração. Inspiração de poetas e amantes. Sonho e esperança de sobrevivência para tanta gente, que vive dele. Vamos, agora? Sem hesitação, correndo. Prontos para receber essa dádiva, para viver esse sonho. Pés descalços, sob areia, mãos dadas, um sorriso. Uma última olhada para terra. E agora, nade comigo, vamos ultrapassar essas ondas que arrebentam sob nós. Vamos nadar comigo no desconhecido, no amor. Nada comigo?







verão, mar, amor, tudo combina e culmina nesta fonte de desenhos e sonhos. sempre.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ser.

Eu tenho tempo, eu tenho tudo. Tenho você. E tenho o mundo. E corro toda vez que o vento  fazer cócegas no meu espírito aventureiro. Alegre embalar de emoções quando estou deitada no meu quarto lembrando nós dois. Lentamente, fujo do mundo, enquanto mergulho em fantasias e delírios. E largo pedaços meus, tãos seus, nos versos de músicas que encontro. Nada do que fui se compara com quem sou agora. Mistura de sonho, amor e vento. Mistura de querer, de ser e de amar. Eu amo você, não pelo que sou, mas pelo o que você me faz ser.




não há arrenpendimentos, quando se sabe ter a melhor escolha em mãos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

num dia de chuva..

E aqui, na cidade do meu mau humor constante, observo mais um dia de chuva, e de predisposição á irritação constante e agressividade a mil. Embora acorde todas as manhã numa esperanças infindável de que esse ânimo se afaste de mim, o mais breve possível. Mas, as pessoas ao meu redor não sabem de meu estado crônico, que na verdade só é resultado da minha carência afetiva, da minha falta de um colo de mãe, de um abraço das minhas amigas, ou de um carinho daquele que me tem como presa de seu coração. Pois é me falta tolerância nestes últimos tempos.. Já nem sei quantas vezes essa semana já me vi caindo num choro ridículo, de puro estresse e desespero. E nem sei quanto tempo isso vai durar. Tenho medo que dure muito tempo a passar, e com isso sei que só vou afastando as pessoas ao meu redor, como um repelente humano. E eu detesto ter que dizer que não está tudo bem comigo. E já faz tempo.


Quando o mundo desmorona..

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A crise começou..

Ele chegou em casa, largou a pasta no sofá, louco por uma cerveja bem gelada, e por um beijo da namorada que dali a pouco chegaria, para mais uma visita.
Ligou a TV, bem na hora que bateram na porta.
Com um suspiro longo, e um sorriso no canto da boca, pronto pra soltar um: "demoraste tanto, meu bem!" quando abrisse a porta.
Deparou-se com ela na porta, as mãos trêmulas e o rosto pálido.
- Vou viajar amanhã para a Inglaterra.



Por vários minutos ficaram ali. Ninguém disse mais nada, se abraçaram.. e a crise começou.






e não falta quem diga: eles vão superar tudo isso.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ai, essas idéias...loucas

O perigo é quando a gente se acostuma com uma idéia. De periogosa, atormentante e irritante torna-se agradável, doce aos lábios e aos ouvidos. De serpente traiçoeira torna-se gato manhoso a enrolar-se em sua mente. Para alguns, essa transformação ocorre tão rapidamente que mal é percebida. Daí nascem as ações precipitadas, os remorsos exacerbados e os choros convulsivos. É dessa transformação repentina, que eu fujo, exasperada. Meus medos, minhas ações deliberadas. São frutos de quem criou para si mesma, uma consciência muito mais pesada, que a da maioria. Mamãe fez um bom trabalho, é verdade. Da exatidão dos números preferi a imprecisão das palavras. E afundo-me nelas, e nas suas conterrâneas, as idéias. E estas querem por força me domar. Tentando enfiar-se em minha mente, de uma forma ou de outra. E debato-me, a resistir, mesmo sabendo que a idéia voltará a insistir. Quem sabe? Pode ser, não será tão ruim assim, crescer. Ela enrosca-se, e dou-me vencida por fim. Esperando que ela seja a última, a vencer-me. A tomar conta deste inflamável ser.




"Coisas que eu sei,o medo mora perto das idéias loucas." (Danni Carlos- Coisas que eu sei.) 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Simples felicidade..

Ahh, a felicidade das coisas pequenas... Um banho de mar naquela praia que você adora, um sorvete dividido com os amigos num dia de verão, um passeio de mãos dadas com o seu namorado, uma boa conversa com sua mãe, uma tarde lendo aquele livro que você tava louca para ler, ou qualquer coisa que te inspire a felicidade simples e cativante, de acreditar que a vida vale a pena ser vivida, principalmente nos dias em que sorrir seja difícil demais.






Por enquanto, isto é o que basta. E o resto vamos deixar para outra hora.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

larguei, tudo ou mais..

Larguei, tudo o quanto não me fazia bem. Deixei, as roupas penduradas no varal, junto com minhas lembranças de cristal. Esperei, junto com você, aquele ônibus que o levaria para longe. Longe dos meus olhos, longe de tudo o que sonhei pra nós. E quis, mais que tudo, um dia claro de sol, em que a chuva se juntasse devagar, irradiando água, sol e mar, pra tudo quanto possa se olhar. Para ter mais uma vez a chance de imaginar, que um dia a gente volta  a se encontrar. Difícil mesmo vais ser respirar, você em todo lugar,  e eu aqui, parada, embora não no mesmo lugar. Como se, sempre nossa vida, estivesse a atrapalhar. Como se nada, nem ninguém pudesse nos enganar. Mesmo que eu corresse lejos e lejos, pra te encontrar. Ou para querer para sempre te odiar. Por todo bem e mal que faz me magoar. Por toda vida que sonhei em te dar. Por todos sonhos que criei para você lá. Sem pensar, sem querer, sem precisar. Nada além, do que o preço de te amar.



Uma vez, ele me disse que voltaria. Não sei se quero.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sem coragem..

O fato mesmo, é que eu já me acostumei. Nunca vou conseguir dizer tudo o que quero e o que não quero pra você. É  difícil demais usar de minha sinceridade latente, quando sei que vou magoar alguém que me ama tanto. E que eu amo tanto. Já tantas vezes ensaiei o que iria te dizer, ou melhor, lhe pedir. Mas é que cada vez que te vejo, que olho nos teus olhos..falta-me coragem, falta-me força de vontade para pedir o que metade de mim não quer. É mais difícil tomar uma decisão quando parte de você não concorda com ela. A parte de mim que nunca quer te magoar. Você ficaria chateado eu sei. Mas acho que consigo lidar melhor com minha frustração do que com sua tristeza. Detesto causar qualquer ruga que destrua esse seu sorriso que me ilumina por inteira. Nem precisava de palavra nenhuma, só isso já me serve de abrigo, de suporte pra não querer que nada estrague essa felicidade toda. Mas é só estar longe que eu me lembro o que queria ter dito, bem a tempo de me lembrar o porque não disse. E reafirmar para mim mesma, que não é nada demais, e que pode ser deixado pra depois. Esperando os problemas e minhas incertezas desaparecerem como as nuvens negras que vejo da janela do meu ônibus. Ou que esperem até que eu possa tomar coragem de novo.



E eu nem sabia o quanto dói, não te ter.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dedicado aquele inexorável sentimento:
Ódia ao amor;


O amor é aquele,
aquele que me faz feliz,
e que ao mesmo tempo,
me traz a infelicidade.


Toda pessoa espera seu grande amor;
mas muitas vezes esse amor não sabe
que estamos à sua espera.




Òdia ao amor,
Amor aquele me causa tanta dor,
dentro do meu peito,
nâo consigo definir direito.


Porque aconteceu assim?
Em um instante estava dentro de mim.
é melhor que fique longe do que sinto aqui dentro,
longe do meu inexorável sentimento.

 
Um dia vi na palma da minha mão:
que dentro de um ''baú'' haveria um coração,
assim como um mapa que mostra um tessouro,
aquele coração que vale ouro.



Ah! aquele amor!
Que me causa tanta dor,
ardi de ódio e de dor.
Ódia ao amor.


Mateus Gustavo Marcelino.



Segundo ele, ódia quer dizer ódio, raiva, é mais um brado,uma designação de algo que não se gosta, em latim, creio eu.
Poesia cedida pelo autor para postagem no blog.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Não vou dizer que nunca sonhei em estar aqui. Seria uma inverdade. Mas, é que era um sonho tão remoto, que me parecia impossível, pelo menos por enquanto. Enquanto nosso coordenador de curso fala, vejo que todos os caminhos que percorri, todas as minhas decisões, me trouxeram, de uma forma ou de outra. O estranho, é como tudo isso se tornou natural para mim, como se eu sempre soubesse que, no final, eu acabaria aqui. Neste lugar, e desejando, mais do que nunca, que isso tudo nunca mais acabe. Pois a vida é cheia dessas coisas. De sonhos inesperados, desejos concretizados  e caminhos inimaginados. Que nos levam mais longe do que imaginávamos e mais perto da felicidade que pensávamos. Ainsa bem, então, que a vida é cheia dessas coisas, cheia de surpresas. Repleta de pessoas, lugares, que nos tocam e nos modificam. Ainda bem.



E as coisas deram certo. que sorte.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

altas horas..

Já é tão tarde, e eu aqui falando com você ao telefone. É que parece que o tempo passa muito rápido quando estamos juntos. E eu vivo pedindo ao tempo, um pouco mais de tempo pra nós dois. Mas aí é que ele se apressa a passar. E fico nessa, de te querer sempre mais, de esticar os minutos e as horas em que estamos juntos. Como se fosse possível prolongar a felcidade de termos um ao outro. Como se nada mais bastasse, como se a vida fosse feita só de sonhos de doce de leite.
E nem parece que o tempo passa.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Faz tempo que não te falo..

Faz um tempo já que não te falo das coisas que estão acontecendo no meu mundo. que não te explico minhas filosofias de feminista exagerada. Nem te contei que passei por você estes dias, e nem me preocupei em te dar um oi. É que ando meio desastrada mesmo, e não queria te contaminar com minha falta de educação ou minha imprudência. E também, não vou mentir, fiquei meio sem jeito de dizer que você precisava amadurecer. Que não adianta mais, ficar nessa de eu quero tudo do meu jeito e pronto. Que estou aprendendo a ser maleável e até simpática, ora veja só. não se espante, sou uma mutante, lembra? me adapto facilmente á convivência e aos novos tempos. só não me adaptei foi com essa súbita vontade sua de se fazer presente na minha vida. com essas  perguntas tolas de quem já não se vê á muito tempo. Infelizmente, tudo mudou, inclusive as estações. notou isso já é primavera, logo chegará  verão, e mais um ano se passou. Gostei mesmo foi desse ano, tudo tão diferente, tudo tão adulto, não que eu goste de ser adulta, você sabe. mas enfim, quando quiseres voltar ao normal, faça de conta que sempre foi assim, pois não estou muito afim de melodramas e sessões de terapia. pelo menos não hoje.


dualidade, essa é a chave mestra.

.aguniada e comentários [des]necessários

É. eu sei estou meio revoltada, angustiada, bipolar e não consigo me concentrar. A Lu já entrou duas vezes no meu quarto e me perguntou se eu estava maluca. Acho que ela tem razão. Se tivesse perguntado para mamãe ela diria que estou tendo um mau pressentimento. Ela é muito ligada á essas coisas. Acho que credulidade é o nosso forte. mas realmente não sei o que há. Poderia colocar a culpa na falta de tempo, nessas provas doidas que meu professores andam fazendo, ou no fato de minha vida estar de cabeça para baixo em alguns âmbito. mas não é isso. já contabilizei três idas ao banheiro, cinco ao bebedouro aqui de casa, abri e fechei o notebook umas dez vezes e me irritei outras tantas. nem a pizza de chocolate adiantou. estou quase a ponto de explodir, ou ir dormir sem estudar se for o caso. mas se não há razão por que se atormenta coração?  não é TPM,  mas quando eu descobrir eu conto, pode deixar. .

acho que não me acostumei com o horário de verão ainda.

Desculpa..

Desculpa fiquei zangada, de novo. e sem razão. É eu sei falei que não ia ficar mais. que não ia nem ligar, por que te conheço bem demais pra saber que você é assim mesmo. meio avoada, não percebe que me deixou mal porque simplesmente não tinha essa intenção. Foi mal. mas é que não estou conseguindo me entender direito comigo mesma. Está tudo muito confuso aqui. E nem estou conseguindo fazer as coisas que fazia naturalmente, como estudar.
mas vai lá. Dexa que o tempo resolve o que tiver que resolver.

Palavras ao Vento: Eu queria mais espaço..

Palavras ao Vento: Eu queria mais espaço..

Eu queria mais espaço..

Eu queria mais espaço na sua vida. Eu queria realmente acreditar que sou tão importante pra você como dizes. mas aconteçe que eu sei ler nas entrelinhas, ver mais do que está exposto. Ver onde cabe tanto esforço. não me importaria tanto se você não fosse importante para mim.. mas eu reconheço sou possessiva das pessoas que amo. e não vou mudar. Por que essa é a minha maneira de dizer o quanto são importantes pra mim. maneira errada ? pode ser, mas eu sou assim. gosto de estar presente, de me sentir presente. e se não vejo isso agora, é porque não existe. não vou mais correr atrás de amigos que não querem me ver, nem chorar ou me arrepender por coisas que não posso ser, muito menos o carinho de quem não me vê. Elas estarão pra sempre na minha lembrança, guardadas com todo carinho no meu coração. mas é como previa, o tempo passa e os caminhos não se cruzam mais, nem mesmo no verão. não vou me ressentir mais, mas também não me cobre se hoje não quero voltar atrás. e agora estou sendo sincera, até de mais. E embora possa estar sendo injusta, e que você também possa estar sentindo isso de minha parte, não vou mais correr atrás de sonhos que não me pertencem mais.


É eu poderia, mas não vou.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dei um tempo..

Dei um tempo esses dias. dei um tempo de mim mesma, de minha alma poética, de minhas filosofias, de minhas constantes análises sobre a vida, meus familiares, meus amigos e, mais rotineiramente, meus pensamentos. tentei, só por alguns dias não ser tão pensante, tão analista de mim mesma. É. mas não deu. No final o que me salva, bem ou mal, é escrever. até quando o que tenho a dizer é óbvio, ou pedante, ainda assim me sinto bem quando escrevo. um alívio para uma alma torturada e torturante. E tudo volta a ser como antes, tudo o que me aflige coloco aqui, uma forma de afirmar que ainda sou humana o suficiente para entender o que sinto, embora seja tola a ponto de ignorar minhas constatações dignas de mudanças.




                                é só uma questão de opinião.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

1.9

Tão incomum, tão complexa. Tão carente de sim mesma, que chego a perder-me em mim. mais um ano, dentre muitos. toda vida que há, e que com o tempo vai se passar. Espreguiço-me nesses longos dias que o antecedem. comprimindo essa ansiedade que cresce cá dentro.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

girando.

As coisa mudam muito. Você é quem diga não é. Bem que você tentou se esconder, disfarçar, distrair. Mas bastou um bom motivo para você acenar para mim. Só pra dizer coisas banais e fingir que está bem. Claro, também para sondar. Saber como estou. Melhor, com que estou. No fundo você ainda acha que há um futuro pra nós. E depois de tanto tempo, talvez concorde com você. Afinal, tudo aquilo foi tão bonito um dia. Mas me pergunto: Será que sentiremos algo um pelo outro do mesmo jeito que antes? Tenho quase certeza que não. Nada é igual. Porém, não vou negar a pontinha de alegria vingativa que tive quando você veio me procurar. Não é por mal, se estivesse em meu lugar também se sentiria assim. É que posso ser tão melhor ou pior que antes, só depende de meu humor, de minha vontade de ver você assim correndo de volta para mim. Mas já está atrasado, há pelo menos uns cinco meses. Pouco tempo, que passou tão rápido. Que só agora vejo o quão bem estou hoje. Só me faltava mesmo isso, ver o mundo girar e você parar no meu antigo lugar.

(Inspirada e para minha amiga L.)

curiosa

Acho que agora fui até o limite do aceitável . É que não deu pra resistir. A curiosidade foi mais forte. E em um clique aquilo que eu já sabia me deu um tapa no meu rosto. de novo. Mas dessa vez não foi ruim. Foi quase prazeroso. Um prazer quase mórbido, quase vingativo de mim mesma. Quase uma forma de me tornar mais forte. De verificar o quanto eu já sei de mim. E eu fiquei também feliz por estar em outra. Agora tão melhor. Tão perfeito. Tanto amor. Que nem sei mais quando foi que te amei. Mas fiquei curiosa. É que já faz tanto tempo. Mudou tudo, não é?! Então que importa os antigos tropeços, as antigas frustrações se agora está tudo bem. Eu estou pelo menos. Acho que você também não é. Que bom. Assim é um final bem mais feliz para uma história nada romântica.
Ah, também não estou mais tão sozinha.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

vagando..

A preguiça esvai-se por meu corpo, enquanto procuro em vão versos para qui depositar. Mas não há. Ao ontrário, há muita coisa a se falar, algumas repetidas. Mas aí bate uma  moleza, uma confusão de palavras vazias. E não vale a pena, sabe.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

fortes...

É engraçado como as vezes achamos, e queremos, que a nossa dor, que o nosso sofrimento seja maior, e pior que os dos outros. Será que somos tão cegos. De achar que também nossas lamúrias devem ser escutadas antes, e prioritariamente, que qualquer outra. Tão difícil aceitar que todos somos iguais na essência, e que no sofrimento isso também acontece. Que todos temos nossas cota de dor neste mundo. E que não somos mártires por sofrer. Sofrer por amar. Sofrer por gostar tanto de alguém, que mesmo esse alguém não merecendo e o sentimento não sendo recíproco, ainda assim acreditamos que nunca vai haver outro igual. Ninguém é mártir por sofrer, nem vamos conseguir de volta o que nos foi tirado pelo destino seguindo pelo caminho da auto-piedade. Acredite, todos sofremos por amor, e no entanto não se fazem estátuas em praça pública em reverência aos que sofrem deste mal. Mal não! Amar nunca é mal, o amor é bem, o amor é para nos fazer bem. Não se sofre por amor. Se sofre sim, por amar alguém, cujo momento, fase ou sei lá o quê, não está pronto ou não é merecedor daquilo que sentimos. Coitados são aqueles não sabem retribuir esse sentimento ou o desmerecem. A força não está em quem destruíu essa história, e sim em quem chora, grita, se descabela e após isso se levanta e retira do nada coragem pra seguir em frente sua vida, apesar de tudo.

                                                                                                                       Aos heróis e heroínas que  conseguem mostrar que são humanos
a ponto de dizer que sofrem por amor.

um dia desses..

Um dia desses aí, chorei no colo da minha mãe. Como sempre o choro veio do nada, sem justificativa, sem motivação. Foi saindo assim, começou com um pranto calmo até se tornar um choro convulsivo e initerrupto. Enquanto ela acariaciava meus cabelos, fui me derramando em lágrimas. Lavei-me no meu próprio pranto. E assim fui-me sentindo mais leve, mais limpa. Mais pura, sem essas sujeiras desse mundo hipócrita. Mamãe não me perguntou nada. Ela parece ter o dom de saber o que as vezes acontece cá dentro de mim. Ela só me disse que chorasse a vontade, se isso fosse me fazer bem. E fez, como sempre faz aliás. Eu chorei por tudo de ruim e bom pelo que tinha passado. Pelas mudanças em minha vida e pelas esperanças, que as vezes eu perdia. E passou. Como passa tudo. Com ajuda daquela que me deu a luz e a única que não preciso explicar meus choros, meus risos e minha falta de ânimo. A que me entende além e aquém das palavras.

É sempre assim.

Ontem, senti de novo. Todo aquele jorro de sentimentos exuberantes e exultantes que tenho quando estou contigo. É sempre assim. Eu desço as escadas, anciosa sem conseguir controlar a respiração, me viro e te vejo. Bem ali, ao lado do carro, a me esperar, como se sempre estivesse ali. Como se estar ali fosse a coisa mais importante do mundo. E nos olhamos como quem está pra reconhecer tudo o que já se sabe. E eu corro, pra cair nos teus braços e perder-me neles. E me sinto assim tão segura, como tantas mulheres, meninas e moças que se sentem assim nos braços dos seus amados. E não importa se já te vi ontem ou se fazem meses que não nos vemos, a sensação é mesma. Que bom que é assim, pois se não fosse não faria mais sentido estarmos juntos. Assim as emoções vão se espalhando pelo meu corpo. Devarinho, pouco a pouco, você vai me acalmando, me fazendo ver como é bom quando estou com você.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Inesperado.

É que eu nunca esperei isso de você. Sempre vi que em você sempre havia muita coisa boa. Sabe quando olha-se alguém e se diz: - nossa fui com sua cara ou  você parece ser muito gente boa. Pois é foi assim que me enganei com você. Deixei-me iludir pelos seus carinhos, suas belas frases e esses seus olhos de uma pureza e bondade que me encantaram desde o começo. E lembro agora, todo mundo me alertava. Me diziam que eu era tola. E era mesmo, por que era em você que eu acreditava. Em mais ninguém. Você era tão especial que nada mais tava importando. Nem minha reputação, tampouco meu orgulho próprio. Você me tinha a hora que queria, do jeito que queria e principalmente, com uma entrega única. Inimaginável, era para mim que um dia você, meu tão sonhado príncipe, puxasse meu tapete e me deixasse sem chão. Sem chão, sem ar, sem direção. Me apoiava tanto em você, que quando tudo aconteceu cheguei a duvidar de mim mesma, duvidar se teria coragem de te deixar, mesmo te amando tanto. Mas tive, nem sei como retirei as forças que todos nós temos escondidas, enterradas bem no fundo de nós mesmos, em lugares que nem sabíamos que tínhamos. Essa força me fez ver, que apesar de agora ser eu quem vai sofrer, no fundo todos sabemos que no final quem perdeu mais foi você.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sabe aquela conversa que a gente teve aquele dia? pois é nem te falei sobre as coisas que estavam me irritando, muito menos dos meus inúmeros defeitos. É que me empolguei na parte boa do que sou e do que fui. Mas na real acho que está chegando aquela hora de novo. A hora que vou me cair e  me afundar no que sou. É que estou começando a sentir cá dentro aquele sentimento lânguido se espalhar. Mas dessa vez já estou conformada mesmo. É que eu espero que esse tipo de coisa volte de vez em quando, como um pesadelo recorrente do qual já estou até criando certa familiaridade. Em parte sei que ele só vem porque estou querendo que venha,  para que eu posso me reerguer dele melhor e mais intensa. Por outro lado isso me leva a um lado que muitas pessoas não gostam. Pois é agora a balança se desequilibrou e eu preciso colocá-la em posição. Mas antes preciso arrumar toda essa bagunça e ver o que tá causando isso tudo. Quer dizer, a razão eu sei. O problema está em como vou resolver tudo isso cá dentro de mim e fazer com que mude também tudo o que está errado ao meu redor. É que talvez ela esteja com a razão, eu estou me descuidando das coisas e isso só me prejudica. E por enquanto refletir é só o que tenho em mãos. Até a hora em que o mundo desabar e dentro dele me enterrar. Restando-me assim a alternativa de mudar.

desafio-vos

Vamos nos desafiar? um desafio novo e louco. Desafiando-nos está a vida. Desafia-se a todo momento, a cada dia, a sermos mais felizes, realizados e amados. Vamos ser amantes da vida e corrermos de braços dados com ela na praia, na beira do mar, com a água acariciando nossos pés descalços, sob a lua, numa noite mágica. Sendo eternamente gratos a ela por se doar inteiramente a nós, esperando apenas ser extremamente vivida. E bem vivida. Mais. Sendo deliciada, como se fosse um doce, a cada minuto, e como diria o poeta, como se fosse o último, com se fosse eterno. Se sonhar é viver, então sonhe e viva os seu sonhos intensamente. Pois se não há tempo que volte neste mundo, e sendo a derradeira hora certa, do que vale perder tempo com amenidades? .

divisão

A estupidez humana consiste no pior defeito. Como será possível que haja tanta gente assim no mundo?! Mas por que será toda essa provocação, toda essa vontade de fazer sentir-me mal? Ou ainda não percebeu que eu não estou legal, nem feliz com tudo isso. Acha mesmo que vai adiantar? só vai sucitar em mim mais raiva. E raiva só me leva para mais longe de teu abraço. Divida-me um pouco agora, comigo mesma. Isso longe de nos distanciar, só estreitará nosso laço. Laço de amor, amor de mãe, amor de avó, amor de amiga. amor e só.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

conflito

É que eu simplesmente não consigo entender a vida sem sinceridade. E se o que dou é isso, também quero recebê-lo..mas parece-me que nem todos estão acostumados com isso. Uma pena! perde-se muito quando não se vê sinceridade nos olhos do outro. Estranho como pessoas que deveriam me conhecer parecem se esquecer que comigo é assim. Talvez elas não me conheçam como me julgo conhecida. A imagem que se tem que outros de têm de você e o que eles realmente enxergam. difícil não é? também acho. Melhor então parar agora  e redirecionar intenções para que não haja conflito de sentimentos. Afinal quem sabe de si não precisa do que os outros pensam.

(revolta)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Estou com um preguiça enorme hoje de tentar entender como eu cheguei até aqui. E nem estou falando de como decidi-me por odonto se antes sempre sonhara comigo com um estetoscópio no pescoço. como foi que de uma menina tão estudiosa que era fui me tornar uma alegre preguiçosa nos estudos, e em todo o resto também. Quando foi que me enchi de toda essa babaquice de querer tudo ao mesmo e tempo e do meu jeito. Agora parece que estou permanentemente cansada. Só os sonhos, o lindo ato de sonhar, na verdade, é que não mudou. Ainda quero ver e ter um mundo melhor, pessoas melhores, uma vida melhor. É que eu só queria bagunçar tudo agora, jogar-me inteira no precipício da minha alma. E quando voltasse, se voltasse, ir arrumando tudo aos pouquinhos, bem metodicamente mesmo. organizando sentimentos, lavando vontades, lustrando sonhos, tirando o pó das lembranças e restaurando velhas amizades. E depois de tudo isso feito, aí sim, me sentaria á mesa da minha vida e decidiria como vivê-la, que temperos utilizar, talvez até repetisse o prato, mas agora sem obrigação nenhuma de ser feliz. querendo só uma bela praia, calma e paradisíaca, para descansar minha, agora tão descrente, alma.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Encontrei seu lugar..

É. acho que agora que encontrei seu lugar. Não era ao meu lado como eu sonhara, mas ainda é perto de mim. Você agora está atrás. bem atrás. no meu passado. não muito longe, confesso. mas está lá. ao longe. Seu lugar nunca foi ao meu lado, talvez você deveria repensar nossa história e ouvir aquela sábia música do Nenhum de Nós (Flores na cabeça) e tentar agora ser a testemunha da minha felicidade. Eu queria que a nossa tivesse sido linda, por que ao ouvi-la ficaria honrrada do que vivemos e da felicidade que um dia compartilhamos. Por que agora eu tenho um cara perdidamente apaixonado e tenho toda essa simplicidade que quis ter contigo, mas que entre nós nunca se encaixou. Queria agora que lesse meu versos e soubesse, e agora sem rancor nenhum, que esperava recordações mais bonitas e românticas do que tenho de nós dois. Mas nem tudo são flores, nem sempre podemos esperar ter aquilo que queremos. Mas meus sonhos, esse sempre estarão lá esperando para me guiar por caminhos tão alegres e sortudos quanto os que espero que tu tenhas. Por que se o seu lugar é lá trás como triste lembrança, o meu também deve ser assim para você. Embora eu sempre esperasse mais, foi o suficiente enquanto durou.

lembra?

Lembra quando eu dizia pra você que eu mantinha um diário? pois é tu tava nele. Tantas vezes. uma vez mamãe quase me pegou. mas não é sobre isso que queria falar. é que uma vez você me perguntou se você estava nele e eu me neguei a dizer. É  que a verdade é que você ocupava páginas inteiras de reflexões. é meio bobo eu sei, mas todo amor jovem adolescente é. eu me perguntava sempre o que seria de nós dois. até quando você iria me esconder do mundo. acho que algumas vezes tava doendo tanto sua indiferença que simplesmente colacava seu nome e um ponto final. uma maneira de dizer o quanto você me ocupava e que era a seu redor que eu vivia. incrível como você fugiu como um cervo assustado quando percebeu o quanto eu te amava. o quanto eu queria você perto de mim. tanto erros. tanta história. é que hoje relendo meu diário percebi quanto tempo havia se passado. um inverno inteiro. e eu achei que ficar parada aqui faria o mundo girar e trazer você de volta. pena amor, o tempo passou. e levou com ele qualquer resquício de sentimento que ainda vivia cá dentro de mim. foi embora. pra nunca mais. foi como foram as folhas do meu diário que hoje recordam somente o que nunca foi-nos possível viver.

domingo, 12 de setembro de 2010

E eu nem sabia que poderia ser assim. Tão leve, tão claro. solto, como um balão no ar. Um amor assim, quem não ia querer. Pena dos outros, sorte minha, e sua. E quem se sente assim quer ver no mundo essa alegria sem fim. Bom né, espalhar o amor em roda, rodar, cair, rir e sonhar. e como é bom amar.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

enquanto estamos juntos...

Enquanto estamos juntos, seu olhar se perde nos meus em olhares tão profundos, tão cheios. Cheios de carinho, cheios de ternura. Cheios de amor. Não sei quando, percebi que esse seu olhar me fazia muito mais do que me deixar ruborizada. Ah, esse seu olhar! faz cócegas no meu coração, e as vezes me vejo meio bamba a retribuí-lo. só para que você saiba, o que isso faz em mim. E nem precisa muito de explicações mesmo. O amor se auto-explica. o amor nos auto-confunde. Nos entorpece, nos pacifica. nos paralisa em emoções, muitas vezes distintas e indescrítiveis. Aí, vamos perdendo tempo nesse jogo de olhar, sorrir, amar. E quando nos damos conta já é quase hora de voltar.
Talvez mesmo eu não saiba falar de amor tão bem quanto falo de dor, sofrimento. é que é mais fácil falar do que já foi muito vivido, do que desse sentimento louco que só agora sinto.

domingo, 29 de agosto de 2010

ilusão

Por muito tempo acreditei, desejei. Sonhei. Acreditei em nós, e que tudo o que tínhamos duraria eternamente. Por me iludir demais, acabei me distanciando do que vivíamos, do que sentíamos. Achar agora que você nunca deveria ter aparecido na minha vida, que foi um erro tremendo do destino nos unir, só faria aumentar a raiva que sinto aqui dentro de mim. E se quem errou foi só eu, por que você não tentou me mostrar o ato falho, por que insistiu tanto em me deixar voar nas asas dos meus sonhos. Não, não existem culpados para coisas que nunca aconteceram. Ou para meus sonhos não correspondidos. A culpa de um não vivido amor é um fardo grande demais para pô-lo em nossos ombros. Não houve culpados, só houveram erros acumulados de minha parte e também da sua. Talvez essa raiva toda venha do simples fato de saber. de ver hoje, só hoje, que você sabia o que não ia acontecer. que não existia futuro para nós. E que me deixou no escuro, aqui, sem me dar nenhuma forma de entender. Por que não foi com você.

relevância..

O relevante na nossa conversa foi a sensação do nada. Nada. Nenhum sentimento, nenhuma angústia, mesmo depois de eu ter me sentido uma idiota. Nada. Nem um desconforto provável veio á tona. E talvez, depois de tudo, eu tenha descoberto finalmente que era só frustração de um conto de fadas não correspondido. Acontece. Mais comum é a indiferença, a solidão. E agora percebo a sorte que foi.
Por que talvez eu só gostasse mesmo da pessoa que criei, imaginei, mas que nunca esteve comigo. Nem mesmo existiu. Estranho como a gente demora a reconhecer coisas que estão na nossa cara. Culpamos isso ou aquilo, ele ou ela, determinada situação, lugar, frase, ..palavra. Complicamos o que é fácil e compreendemos tarde pra caramba coisas que estavam a dois passos de nós. Alongamos uma distância tão pequena, e assim nos distanciamos da felicidade e alegria do momento.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

...

Ela olhou pra trás e disse: - Acho que então é adeus.  Ele assentiu com a cabeça. Um sorriso triste pintando nos lábios. - A gente se vê por aí. Ele tentou descontrair. De repente ficou ansiosa pra sair dali rápido. - Tenho que ir, thau! E começou a andar, bem rápido. fugindo. O mundo se abrindo a seus pés. Faltava ar, faltava chão. Faltava ele. - Eu também te amei. Foi o grito sussurado que ouviu. Parou. Tinha ouvido certo? Olhou pra trás, e viu toda a verdade bater-lhe na cara. Nada tinha sido um engano. A história deles foi real, ninguém se enganou. Mas era o fim. Isso os dois sabiam. Mas quem disse que o fim não dói, mesmo que esperado e sabido que nada é para sempre. Agora eles tinham o mundo para conquistar, e pessoas novas para amar e uma linda história de amor para contar. E quem sabe um dia, recomeçar.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sem muito motivo

Sem muito motivo,
ou explicação,
minha vida muda de-repente,
sem minha supervisão.
E vou contando os passos,
caindo,
como sempre,
nesse imensa escuridão.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pensar, recriar...existir.

As vezes fico a pensar,
em coisas loucas,
e em loucos medos de errar.
E penso em coisas que já foram,
coisas que não voltam mais.
Coisas que me irritavam ontem,
e hoje não me irritam mais.
Será sempre assim
e é bom, pelo menos pra mim.
pensamentos sejam incontroláveis.
Só assim perdoo-me por coisas que não faço.
Mas que para mim são como crimes hediondos.
Consciência excessiva,
para coisas que não faço
e pessoas que não amo.
E assim me perco neste labirinto,
em que me faço de vítima e criminosa.
Em que os limites de minha existência
são difusos e implacáveis.
Em que pensar
seja meu único recurso de me recriar.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

As ironias..

A ironia do medo,
é o desespero.
A ironia do querer,
é o desejo.
A ironia do ar,
é amar.
e sonhar, que um dia nada vai acabar.
É mentira, ilusão, fracasso
de um eterno que teve fim,
de um sentimento que também está em mim.
É a farsa da realidade.
É pensar que tudo isso é verdade.
E viver procurando,
ansiando,
a sua cara metade.


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Beira-mar, beira-alma

A brisa bate levemente em meus cabelos soltos,



essa brisa que vem do mar, que se estende diante de mim,


calmo e com ondas vacilantes,


eu penso.


Em mim mesma, refletida nele.


tão igual a ele.


Tão dentro nele,


e ele tão dentro de mim.


E essa calmaria agora,


o que será?


Mar calmo, alma tranquila.


Tranquila.


Mas não desatenta.


E é como se ela apenas descansasse para uma nova batalha.


Como se o arbitro da vida apenas lhe dissesse que a partida recomeçará,


daqui 15 minutos.


15 minutos, uma eternidade de tempo,


para quem tem ele disponível em demasia.


O mar só espera a lua,


eu só espero a próxima estação.


E o amor.


Com os olhos perdidos no horizonte,


deixo-me estar ali parada,


beira-mar, beira-alma.


Derramando-me inteira sobre meus sentimentos,


nado até a metade dos sonhos,


para perder-me no curso das ondas.


Deste adorável mar azul-felicidade que se estende até o horizonte que meus olhos lacrimejantes alcançam.


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A nostálgica

Acho mesmo que sou muito nostálgica,
como explicar o fato de alguém sentir tanta saudade,
e de tanta coisa, como eu?
Clichê. Mas fazer o quê?

Por ter sido muito bom,
por ter vontade de melhorar o que viveu,
ou por que simplesmente,
nunca se esqueceu.

E de lembranças vou vivendo,
e talvez assim também vou me esquecendo.
Que não podemos viver só de lembranças,
pois na vida há ainda muito mais esperança.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Faz frio aqui

Faz frio aqui,



a porta aberta só diz que te espero aqui.


A tantos quilômetros, a tantos dias.


Só sabemos há falta que alguém faz quando se está longe.


E estou tão longe agora.






Venta aqui.


E esse vento de mar me faz tremer,


me faz querer você.


Pra me aquecer.






Céu nublado,


tempo chateado,


tempo, férias, desperdiçado.






Ninguém mais sabe quando o sol aparecerá,


E nem eu sei quando vou voltar.


Talvez quando este tempo mudar.