Caminhando pela estrada de pedras, sentindo-se mais uma vez sozinha. Talvez porque estejam todos imobilizados, cansados de bater na parede invisível que criei. Não entendo direito como foi, vejo apenas vislumbres que nada me dizem ou me explicam da situação em que estou agora. Falta-me muito mais que pessoas, faltam- me palavras com que expressar algo que não é angústia, mas que também não é pesar. Falta-me músicas com as quais me embriagar. É algo aqui não dentro que parece não estar muito certo. Talvez eu precise de um novo Pará em minha vida ou de simplesmente um mergulho no mar. As derradeiras forças que tenho gasto-as cantando meu velho refrão de acalento: "..quero colo, vou fugir de casa, posso dormir aqui com vocês.."
A cada palavra dita, uma reação se revela. Todo cuidado é preciso ao se tratar com ela. Mais vale uma palavra bem lançada, do que um gesto que ainda não foi dado. Pra todos aqueles que usam as palavras com sabedoria e coração, sem mais nenhuma intenção senão a de exprimir suas emoções.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Disco Rock- minha versão
Nem o amor mais raro é eterno. Ao vê-o ali, ela sentiu seu castelo de cartas ruir. Era mentira. Tinha que ser. Seus olhos deviam estar enganados. Não quis acreditar. Lembrou-se dos passeios á beira-mar nos fins de tarde de dezembro. Lembrou-se dos abraços, dos dois, a noite vendo um céu de estrelas infinito a olhá-los com amor. Lembrou-se de cada beijo, desde o primeiro. Repassou mentalmente a vida dos dois, não viu brigas, nem ofensas, viu só muito carinho, e uma história tão linda, que dava pena, ela sabia, de se ver um fim tão feio, tão triste. Ele a olhou, "Deus como errara!", pensou. Nenhuma justificativa havia, ele olhou para os lados, sentindo-se sujo e covarde pelo que fazia com ela. Não falou, pois só a magoaria mais e por que sabia que não tinha o direito de falar nada. A decisão, por mais triste caberia a ela, ele não ia dizer nada. Lágrimas só. Ele imaginou a solidão, e doeu. Mas ela o perdoou, estavam estremecidos, tudo voltaria ao normal, ele tinha certeza. Afinal ele prometera, e ela perdoou. A vida seguiu, mas nada foi igual. Algum tempo depois, e eles pareciam ter ficado longe demais um do outro, mesmo juntos. A lembrança de que seriam felizes como antes os manteve juntos, na esperança de que ambos poderiam fazer tudo voltar a ser como antes. Só vivemos uma vez, errar é humano, perdoar é divino. Então por que tudo parecia tão distante, até mesmo a felicidade ansiada. Estavam se esforçando. Mas parecia que o quebra-cabeças que os dois estavam montando faltava uma peça, e nunca se encaixava totalmente. A ferida talvez fosse profunda demais, existem certas coisas que depois de quebradas nunca mais devem ser consertadas. A emenda as vezes pode trazer mais dor que um soneto ruim. Nada volta a ser como era antes, e pensar o contrário as vezes só traz mais infelicidade. Por mais triste que seja o fim, ainda sim devemos nos dar conta quando algo está para terminar. Nenhuma história deve ser prolongada depois do fim, pois não existe epílogo que conserve o que já está acabado. E uma hora outra é chegada a hora das despedidas, não importa o quanto acreditamos que é eterno. E ela foi embora, pra nunca mais voltar. Deixou o velhos erros e enganos, mesmo acreditando que havia amor, mesmo achando que seria eterno. Ela percebeu antes dele que não havia conserto para essa história. Ele, ainda acreditava na volta, acreditava nesse amor. Era eterno. Mas não notou que os sentimentos são dependentes de nós, que devemos cuidar para que continuem existindo. E o amor deles foi se apagando, por falta de cuidado, por excesso de certeza, por que nenhum dos dois queria dar o braço a torcer, realizar as mudanças necessárias para que este continuasse vivo. Por que não queriam enxergar o que estava ali na frente deles. O amor só existe por que nós o fazemos existir. O amor só, além de não existir, não passa de uma utopia, ilusão daqueles que querem a todo custo um tema para romances irreais. Mas ele não chora, acredita que o tempo, senhor de todas as curas, sabe mais que nós. E tem razão, tempo faz a gente esquecer de cuidar daquilo que não existe mais. Cura, não só pela fragilidade de nossa memória, mas também pela nossa covardia em correr atrás daquilo pelo qual já não queremos ter tempo. Como as velhas fotografias vão se apagando, o amor se não cuidado, pode ser apagado pelo tempo. A única coisa que não se apaga é a história que vivemos, as culpas e tropeços esses vão sendo esquecidos para que não haja mais dor ao olhar para trás e ver de novo aquela história.
"E ela foi embora
Ela não vai voltar
Ele não acreditou no fim
Ele não acreditou no fim
E o amor foi se apagando assim
Mas ele não chora
E diz: o tempo vai curar
Ela não acreditou no fim
E o amor foi se apagando assim" - Disco Rock / Papas da Língua.
E o amor foi se apagando assim" - Disco Rock / Papas da Língua.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Construindo a felicidade
Ser feliz exige tempo, cuidado e paciência. Infelizmente, os tolo acreditam que felicidade é só um instante sortudo em suas vidas. O ser humano ainda caminha a passos lerdos em busca do auto-conhecimento. Ainda passa mais tempo se iludindo com efêmeras coisas, e deixa de lado seu bem mais valioso: sua alma.
só pra avisar que to voltando, volto sempre, toda vez que meu coração chamar.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Karina Ferreira da Silva
Ela não gosta de competições, gosta de ser competida. Gosta sim, do sabor alegre e forte da vida. Gosta de abusar, abusa do seu direito de viver plenamente do jeito que escolheu ser. Aprendeu a se superar. Aprendeu a vencer barreiras. E acima de tudo, aprendeu a escolher o que é melhor para si mesmo, por isso nada de lhe darem palpites em sua vida, que como diz ela já é bem grandinha pra saber o que fazer com ela. Se é verdade aquele famoso ditado "eu fui e fiz", conheço uma pessoa que no mínimo deveria ser a inspiração dessa frase. Porque ela é capaz de fazer tudo o que lhe der na telha. Prefiro não comentar, minha amiga, que você não transparece a idade que tem. Sinceramente, se houve alguém em que a idade não fazia jus a pessoa, é você. Não preciso dizer aqui, das mudanças que a vida já lhe trouxe, você mais do que ninguém sabe delas. As conheçe muito, pois soube aguentá-las com seu inefável sorriso no rosto, este nunca muda. Porque você é várias. Chamá-la de adulta seria grave ofensa, a quem simplesmente não se encaixa em nenhum estereótipo. Besteira, você é humana, e só. Mulher que sabe o que quer. Que deixou o medo de lado, para os fracos. E feliz, para os enxeridos de plantão que não sabem o que é isso. Tão autêntica que precisa cuidar para não ser mal interpretada. De fato, o importante é que você assume ao extremo sua liberdade, a liberdade de um ser vivo que ama e quer ser amada, que pensa, ri, chora, se decepciona, mas qu está em busca da sua felicidade. Cuide-se minha amiga e trate bem quem te tratar bem, eis um conselho. Seja feliz e aproveite tudo o que a vida lhe trouxer, são seus presentes hoje e sempre, eis meu desejo. E sem mais, nesta data querida te dou meus parabéns por mais um ciclo completado e te desejo um feliz aniversário, sempre.
Da sua amiga,
Fernanda Amábile
domingo, 2 de outubro de 2011
Tempo Perdido
-Eu preferia ter te contado isso a muito tempo.
-Bom, a essa altura nem acho que faria diferenças, nem antes, aliás.
-Quer dizer, então, que nada disso teria afetado nós dois?!
-É que, de certa forma eu já sabia. De certa forma, você já havia me contado. E eu aceitei, sem maiores problemas.
Ela, rindo, quase histéricamente: - E eu atormentada, culpada, achando que era quase uma criminosa..
- Ás vezes a paranóia nos deixa cometer erros tolos..
- Como assim?
- Você lembra aquele dia no seu apartamento? Bom, seu notebook tava ligado e tinha alguém chamando você no msn, desculpe, não resisti. disse ele, encabulado.
Ela piscou, lembrava bem daquele dia, ele chegou e ela foi ao banheiro. Quando voltou ele parecia desesperadamente carinhoso, beijou-a até ficar sem ar, e a noite toda prolongou-se em demorados carinhos, quase que famintos, com gosto de carência. O clima estava tão bom, que nem queria pensar se havia algo errado. E, pensando bem, ela nunca fora uma pessoa que muito reparadora nesses casos sutis.
- E você não ficou com vontade de saber da minha boca, o que significava tudo aquilo? Não quis acabar logo com essa angústia?
- Eu sempre soube que havia algo em excesso na sua vida. Tive medo de que eu fosse esse excesso. Além do mais, se esse fosse o fim, queria pelo menos a chance de um final maravilhoso, uma espécie de presente.
- Sabia que foi naquela noite que você me convenceu de que eu tinha escolhido certo. Que coisa estranha.
- Eu só queria saber se..
- Não, nunca mais, desde aquele dia.
- Mas porque? As vezes me pergunto, e se eu tivesse feito diferente. E se você pudesse fazer diferente? Voltar no tempo e mudar as coisas que aconteceram.
- Não se deve mudar o passado, ele já foi. Nada mais será como antes. O que importa é o futuro, e o que faremos dele.
-Bom, a essa altura nem acho que faria diferenças, nem antes, aliás.
-Quer dizer, então, que nada disso teria afetado nós dois?!
-É que, de certa forma eu já sabia. De certa forma, você já havia me contado. E eu aceitei, sem maiores problemas.
Ela, rindo, quase histéricamente: - E eu atormentada, culpada, achando que era quase uma criminosa..
- Ás vezes a paranóia nos deixa cometer erros tolos..
- Como assim?
- Você lembra aquele dia no seu apartamento? Bom, seu notebook tava ligado e tinha alguém chamando você no msn, desculpe, não resisti. disse ele, encabulado.
Ela piscou, lembrava bem daquele dia, ele chegou e ela foi ao banheiro. Quando voltou ele parecia desesperadamente carinhoso, beijou-a até ficar sem ar, e a noite toda prolongou-se em demorados carinhos, quase que famintos, com gosto de carência. O clima estava tão bom, que nem queria pensar se havia algo errado. E, pensando bem, ela nunca fora uma pessoa que muito reparadora nesses casos sutis.
- E você não ficou com vontade de saber da minha boca, o que significava tudo aquilo? Não quis acabar logo com essa angústia?
- Eu sempre soube que havia algo em excesso na sua vida. Tive medo de que eu fosse esse excesso. Além do mais, se esse fosse o fim, queria pelo menos a chance de um final maravilhoso, uma espécie de presente.
- Sabia que foi naquela noite que você me convenceu de que eu tinha escolhido certo. Que coisa estranha.
- Eu só queria saber se..
- Não, nunca mais, desde aquele dia.
- Mas porque? As vezes me pergunto, e se eu tivesse feito diferente. E se você pudesse fazer diferente? Voltar no tempo e mudar as coisas que aconteceram.
- Não se deve mudar o passado, ele já foi. Nada mais será como antes. O que importa é o futuro, e o que faremos dele.
" então me abraçe forte, me dis mais uma vez que já estamos distantes de tudo, temos nosso próprio tempo-Renato Russo"
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